sábado, 4 de fevereiro de 2012

Parêntesis

Esta informação é um atalho que voluntariamente exponho, para que um dia ninguém possa dizer / aquele indivíduo tentou dar-me a volta / influenciar-me/ manipular-me/ fazer-me acreditar num sonho/ extorquir-me algo/ obrigar-me a ser e fazer o que não quero/ levar-me por caminhos que não me interessam/ querer que eu viva a sua vida…/ sou suficiente lúcido e consciente, para saber que da minha própria vida desconheço tudo, e da vida, nada conheço.

Tenho 50 anos. O que significa?! Muitas experienciais, erros, desilusões, meia-idade, um certo á vontade e conhecimento; na verdade para mim, tudo isso não significa nada, pura e simplesmente decidi que esse “ velho” personagem desapareceu, dando lugar a um novo ser com”zero” anos de idade; sonho!? Ficção!? Talvez não.

A partir de um certo momento nas nossas vidas, temos a possibilidade de ser e criar o que precisamos (para nos ajudar na nossa evolução ou realização pessoal) e o que queremos ser. A vida é um sonho que vivemos adormecidos, talvez seja necessário um dia acordar e vivermos o sonho da nossa vida, de olhos bem abertos, lúcidos, conscientes, alerta, tolerantes, amantes e em harmonia com nós mesmos e os outros.
A minha vida pessoal, é apenas a expressão do ego. As pessoas próximas com quem a partilho e os amigos, tem conhecimento de breves momentos, cada uma delas reinventando uma história, sobre quem pensam que eu sou.

Voluntariamente nunca falei ou escrevi sobre a minha vida privada ou profissional. Se a partir de agora o faço, é porque a considero, ser o exemplo do absurdo, caos, esperança e loucura com que atravessamos boa parte da existência. Mas, não terá sido interessante!? Evidentemente que sim, eu mesmo às vezes penso em certas acções que realizei e ainda me consigo surpreender dizendo para comigo – que imbecil, tresloucado, como foi possível? Que sorte que tive!..., enfim, se soubermos observar as nossas vidas com um pouco de distância e sentido de humor, apercebemo-nos, de que na realidade, independentemente da idade, sexo, estatuto social, profissão, crenças ideológicas ou religiosas, somos totalmente incapazes de liderar a nossa própria vida, na realidade tudo acontece e raramente agimos, harmoniosamente, em ritmo, conscientes. As nossas vidas são um caos sem princípio nem fim. Sou pessimista? Antes pelo contrário, concretamente sou optimista, voluntarioso, alegre, sempre disposto a superar-me. Esta é uma pequena síntese do “ personagem”, que tens á tua frente. A vida é simples, mas complexa, não complicada. Na vida, tudo é possível, se aceitarmos simplesmente sermos nos mesmos.    
                                                                                       
Como me posso redefinir?! Um viajante, aventureiro, poeta, escritor, filósofo, essencialmente um homem de acção, não no sentido civilizacional e moderno da palavra, mas no significado antigo do conhecimento.                                   

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